13 de setembro de 2009

Um momento.

A cada dia que passa ficamos mais velhos. Mais envelhecidos, mais realistas e mais experientes. A única coisa que nunca deixamos de ser é aprendizes. Ando percebendo que toda a situação que vivo ou observo é um ensinamento que me faz compreender algo diferente ou que há muito tempo estava na minha frente e eu não enxergava.

Atualmente posso dizer que o que mais me surpreende é o quão complicadas as pessoas podem ser. O ser humano nunca está satisfeito com o que tem e parece que quando consegue aquilo que tanto quis, a vontade passou. Tem gente que não consegue ser feliz, que se sabota. Acho que eu já fui um pouco assim até.

Outras pessoas não conseguem admitir que querem muito algo. Talvez por medo, por já ter sofrido muito ou até por simples orgulho. Mas se tu não bater de frente e assumir a tua vontade, como que irá fazer pra conseguí-la? O primeiro passo de uma batalha é ter pelo quê lutar.

Existem aquelas também que têm na frente delas tudo o que sempre quiseram, mas que não conseguem compreender ou ver isso. Ficam tão preocupadas em conseguir o que querem, em procurar a opção perfeita, que nem se dão conta de olhar para os lados e ver que tudo isso tá mais perto do que elas imaginavam. O pior é que, muitas vezes, quando elas finalmente percebem isso, acaba sendo tarde demais.

Enfim, aprendemos desde o início que somos diferentes não só na aparência, mas principalmente na essência. Mesmo assim, eu ainda me impressiono com as pessoas, com o jeito que cada um lida com a sua vida. A complicação faz parte, eu sei. Nada que vem muito fácil parece ter tanta graça e tal, aquela coisa toda. Mas o problema é querer complicar algo que já está muito claro há tempos, é ver impecílio onde não tem. Ao invés disso, seria muito mais fácil colaborar, aceitar, compartilhar e enxergar. Complicar a própria vida todos sabem. A grande questão é aprender, a cada dia que passa, a descomplicar tudo e ser feliz sem medo de errar. Isso sim é o mais difícil.

29 de agosto de 2009

Cotidiano.

Desde quarta-feira eu começei (por pedido da minha terapeuta) a escrever um pequeno diário. Nele ela disse que eu deveria escrever tudo aquilo que fosse relevante, que eu achasse que tivesse relação direta com as minhas atitudes ao longo do dia. Pois bem, no primeiro dia eu não fazia idéia do que escrever e achei um saco. Pensei em coisas que pudessem ser levadas em conta e que merecessem ser escritas ali. Nada surgiu. Escrevi então qualquer coisa do tipo "fui pra aula e achei chata, blá blá blá", por aí.

No dia seguinte, tive uma surpresa. Um turbilhão de sentimentos e coisas vieram na minha cabeça e começei a escrever sem parar sobre o meu dia e as reflexões que ele gerou. E não foi porque algo de fantástico aconteceu, nada disso. Foi bem aquela coisa de acordar pra vida. Acordei e enxerguei que depende do nosso próprio ponto de vista ter uma vida boa ou ruim, ter ou não histórias pra contar.

A idéia do diário me pareceu uma coisa meio sem nexo no início, até porque eu já uso esse blog aqui como um "desabafo" e válvula de escape pra várias crises existências. Porém, posso dizer que viciei, que o meu gosto pela escrita ressurgiu. Minha inspiração voltou.

Talvez seja o tempo ensolarado quase todos os dias. Talvez seja a paz interior que há muito tempo eu não sentia. Não sei. Mas escrever tudo num caderninho antes de dormir e acordar no outro dia com um sorriso no rosto, isso sim, é algo que vale a pena ser escrito aqui.